Funcionamento limitado de instituição bancária discutido em reunião de Câmara

Desde o início da situação pandémica, com a aplicação de todas as medidas de prevenção no que se refere ao funcionamento dos serviços de atendimento ao público, que os clientes dos bancos se têm queixado das longas filas de espera no exterior destas instituições, sobretudo, quando as condições atmosféricas são adversas.

Na última reunião de Câmara, os vereadores António Moreira e Sónia Sanfona trouxeram à discussão pública o funcionamento da Caixa Geral de Depósitos, uma das duas instituições de crédito que existem no concelho de Alpiarça. Para a vereadora “a situação tem-se agravado”, com o balcão muitas vezes fechado ou então “reencaminham as pessoas para os balcões de outros concelhos”. Diz ainda Sónia Sanfona que, num município com uma taxa elevada de população idosa, não se pode esperar que estes munícipes tenham facilidade em se deslocar ou que consigam resolver os seus assuntos pela internet.

A vereadora teme que este seja o prenúncio de mais um encerramento de uma atividade no concelho, como foi o caso do Millennium.

O vereador António Moreira deu como exemplo o seu caso que, depois de estar na rua meia hora à espera na fila, quando é atendido com o objetivo de pagar a renda, informam-no que “tem de ir ao balcão em Almeirim porque aquele balcão não pode receber moedas”. Questionou ainda a não atuação da Comissão de Utentes de Serviço Público de Alpiarça quando está em causa o serviço de uma instituição pública.

Respondendo às questões dos vereadores, o presidente do executivo de Alpiarça, Mário Pereira, referiu que a culpa desta situação não é da Comissão. Com a reestruturação da CGD, foi este modelo de balcões mais pequenos e o recurso ao serviço de homebanking, a solução encontrada para a permanência de, pelo menos um balcão CGD em todos os concelhos.

De qualquer forma, o presidente informou que vai pedir uma reunião com a Caixa de forma a conseguir melhorar a prestação de serviços aos munícipes do concelho.

Acrescente-se ainda, relativamente ao uso de numerário sob a forma de moedas que o Banco de Portugal refere no seu site o seguinte: “no entanto, ninguém é obrigado a receber mais do que 50 moedas num único pagamento (ou seja, as moedas de euro têm poder liberatório limitado), com exceção do Estado (através das Caixas do Tesouro), do Banco de Portugal e das instituições de crédito”.