COVID-19: Uso de máscara estendido a toda a população em espaços fechados

Durante a conferência de imprensa sobre o balanço epidemiológico nacional desta manhã, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que o uso de máscaras se deve estender à comunidade, mas apenas em situações em que tenham necessidade de frequentar espaços fechados, nomeadamente, supermercados, farmácias, transportes públicos, etc.

O uso de máscara alargado a toda a população não tem sido consensual entre a comunidade médica e até mesmo no seio da OMS (Organização Mundial de Saúde) e do Centro de Prevenção e Controlo e Doenças Europeu. Se por um lado evita que portadores do vírus o espalhem, por outro não protege do contágio quem a usa, criando uma falsa sensação de proteção que pode levar ao não cumprimento das medidas essenciais no combate à propagação – lavar as mãos, etiqueta respiratória e distanciamento social, estas sim, medidas de proteção pessoal.

Por essa razão a ministra explicou que a decisão foi tomada depois de ouvir o parecer do Programa Nacional de Infeções à Resistência de Antimicrobianos.

A nova norma da DGS justifica o uso generalizado da máscara nesta situação pelo facto de um infetado poder ser transmissor do vírus dois dias antes de ter sintomas, contudo, alertou para a necessidade da “utilização de máscaras pela população implicar o conhecimento e domínio das técnicas de colocação, uso e remoção, e que a sua utilização não pode, de forma alguma, conduzir à negligência de medidas fundamentais como o distanciamento social e a higiene das mãos”.

Esta norma surge uma semana após ter sido alargado o uso de máscaras a cuidadores informais, a bombeiros, funcionários da morgue, a trabalhadores de entregas, que as autoridades de saúde decidiram “alargar o uso de máscaras a todas as pessoas que permaneçam em espaços interiores fechados com múltiplas pessoas, como medida de proteção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória”.

Diz ainda o documento que “é, acima de tudo, “um ato de altruísmo”, já que quem a utiliza não fica mais protegido, contribuindo apenas para a proteção das outras pessoas, quando utilizada como medida de proteção adicional.”