Aprovado o investimento para Alpiarça para 2020

Foi aprovado pela Assembleia Municipal, no passado dia 30 de julho, o Plano de Investimentos para o ano de 2020.

Com um investimento total de 677.232,89€, a proposta do executivo compreende a substituição do relvado do Estádio Municipal, a construção de novos balneários no Estádio Municipal, a aquisição de terreno junto à igreja (para integração no projeto da 2ª fase de Requalificação e Readaptação do Mercado Municipal) e uma série de pavimentações e arruamentos no concelho:

  • Estrada Rural A11 (Rua Dr. Ruy Andrade até ao portão da Reserva)
  • Continuação da Rua Jacinto M.Falcão
  • Continuação da Rua Manuel José Coutinho (Casalinho)
  • Rua de S. Martinho (Frade de Cima)
  • Rua Norton de Matos (Frade de Cima)
  • Rua dr. Hermínio Duarte Paciência
  • Estrada Municipal 1368 (Estrada da Lagoalva)
  • Rua José Rodrigues Domingos (Bagageira)
  • Rua Visconde Barroso
  • Rua Afonso Albuquerque
  • Rua entre a 1º de Dezembro e a Dr. Raul José das Neves
  • Rua Castelão de Almeida (Entrada de Frade de Cima)
  • Rua Alexandre Braga
  • Rua José Malhou da Costa (entrada Carril/ Praça Velha)
  • Estrada Adega da Gouxa (Estrada Nacional 1462 / Rural A7)

Com o voto contra do Muda, 4 abstenções do PS e os 9 votos a favor da CDU e PS, o Plano já tinha passado na reunião de Câmara de 23 de julho com a abstenção da vereação socialista.

Nessa reunião de Câmara, a vereadora da oposição, Sónia Sanfona, referiu a importância de considerar a estrada entre o Carril e a Praça Velha como um espaço de fruição pela população pelo que “não se deve privilegiar apenas o alcatrão”, sugerindo a construção de uma ciclovia e de uma via pedonal. Por seu turno, a vereadora em substituição de António Moreira, Alzira Agostinho lamentou a ausência de intervenção na Zona Industrial de forma a valorizá-la para potenciar a criação de emprego. Em declaração de voto conjunta, a vereação da oposição referiu que não está em desacordo com o plano mas há também outras prioridades, como a Zona Industrial.

O presidente do Executivo, Mário Pereira, justificou a opção em investir em equipamentos desportivos/escolares e pavimentações/ arruamentos se deve ao facto dos próximos programas de fundos europeus estruturais não contemplarem investimentos nestas áreas mas sim noutras onde as Zonas Industriais terão cabimento.

Na sessão da Assembleia, do dia 30, o presidente de Câmara referiu que estava em sintonia com a preocupação em torno da Zona Industrial e que é uma aposta a ser retomada a curto prazo mas que o investimento na rede viária terá de ser feito agora, neste enquadramento estrutural que o permite até porque, disse, “são intervenções urgentes”. Acrescentou que o programa Portugal 2030 se deverá centrar na dinamização económica.

Armindo Batata (Muda) em declaração de voto referiu que “as obras são necessárias mas que se mantém um vazio de medidas estratégicas do desenvolvimento que tornem Alpiarça atrativa para quem aqui vive e trabalha”. Celestino Brazileiro, da bancada da CDU declarou que “são investimentos necessários para a população mas que haverá outros necessários, como a Zona Industrial, mas que, futuramente, as verbas estruturais não irão contemplar a rede viária, ficando a Zona Industrial para as próximas medidas”. Já a Bancada do PS (Abel Pedro) referiu que “o PS não tem nada contra e Alpiarça precisa de investimento sustentado. Estas opções não são as do PS mas não se opõe”.

Este investimento será concretizado através de um empréstimo que o município já pode efetuar por se encontrar fora do Plano de Saneamento.

Foram ainda votados nesta Assembleia a Prestação de Contas Consolidadas do ano de 2019 – com 6 abstenções -PS e Muda e 8 votos a favor e a declaração de voto do deputado do Muda, Armindo Batata, que justificou a sua abstenção “por mais uma vez o revisor oficial de contas ter certificado as contas com reserva” referindo-se à não apresentação das demonstrações financeiras auditadas da AgroAlpiarça – e a Modificação Orçamental – Revisão nº 3 que foi aprovada por unanimidade com declaração de voto do deputado da CDU, Celestino Brazileiro, que registou a votação dos treze deputados com assento na Assembleia e a ausência de 3 deputados do PS, “uma ausência normal nas últimas sessões” e perguntou se “era este o respeito que têm”. Refira-se que deputado Rosa do Céu da Bancada Socialista já estava fora do plenário por considerar que não tinham sido respeitadas as suas decisões de votação, concretamente à votação do ponto 2 – Plano de Investimento para o Ano 2020.