Da esquerda para a direita: A Liberdade

“Se a Liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o di­reito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir”

*George Orwell

Este primeiro artigo do TPA – Movimento Independente “To­dos por Alpiarça”, é dedicado a todos os Homens e Mulheres que ao longo de décadas e décadas lutaram por uma verda­deira Liberdade e não, por substituir uma ditadura por outra.

Pensariam os alpiarcenses que a liberdade obtida em 25 de abril de 1974 proporcionaria aos homens e mulheres desta vila, a liberdade de falar livremente, de tomar as atitudes que a sua consciência lhes ditava e, que a partir daí Alpiarça seria uma terra que proporcionaria excelentes condições de vida aos seus habitantes. Riqueza geográfica e natural não faltaria.

Perto do Tejo, a poucos quilómetros da capital de distrito, com terrenos férteis, com uma paisagem deslumbrante e, com um dos mais importantes motores do turismo museo­lógico nacional, a Casa dos Patudos, Alpiarça teria todas as condições para se tornar uma vila de referência para viver, trabalhar e criar a família. Assim seria! Não tivéssemos a mordaça imposta por ideologias do início do século XIX e os alpiarcenses poderiam aspirar a viver num dos melhores con­celhos do país. Infelizmente para nós a mudança das “mos­cas” apenas permitiu que uns “mais iguais do que os outros” se aproveitassem da ingenuidade e boa vontade do povo e, fossem transferindo a riqueza dos denominados “fascistas” para meia dúzia de bem-falantes e manipuladores “amigos” do povo, dos pensionistas, reformados e idosos.

Estes últimos continuaram as suas vidas de dura sobrevivên­cia e entretanto os tais “amigos” singraram na vida, forma­ram os filhos, constituíram abastado património sem qual­quer mérito pessoal ou profissional a não ser defenderem, em teoria, um determinado partido político.

Chegados a 2016, quarenta e dois anos após o 25 de abril, vemos perseguições pessoais a quem se opõe a esta nova di­tadura que dizem ser a favor do povo…

Independentemente de esquerda ou de direita, este tipo de práticas persecutórias não deixam de ser uma ditadura.

Ser marginalizado pessoal e profissionalmente na ditadura por ser comunista ou ser marginalizado num regime demo­crático por não ser comunista, é para a vida das pessoas, precisamente igual. Qual a diferença de, sendo trabalhador de uma Câmara Municipal, ser impedido, com ameaças, de falar com um vereador da oposição ou de não apoiar o antigo regime? Nenhuma, no nosso entender!

Esta é a situação que em 2017 é preciso mudar. As pessoas têm de finalmente poder falar livremente, sem receio de na esquina estarem os olhos e os ouvidos de quem tudo quer controlar para benefício de um certo partido.

Podem os objetivos partidários sobrepor-se ao progresso, ao desenvolvimento económico e à progressão da vida pessoal e profissional dos cidadãos do concelho de Alpiarça?

No nosso entender, claramente, é um rotundo não!

“Mudar de opinião e seguir quem te corrige é também o comportamento do homem livre.” *Marco Aurélio

Francisco Saturnino Cunha
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