2ª Fase de requalificação do Mercado Municipal arranca com projeto “futurista”

Foi aprovado, com abstenção do PS, na reunião de câmara de 29 de junho a 2ª fase do Projeto de Reabilitação e Adaptação do Mercado Municipal de Alpiarça. Com um investimento previsto de 538 470 euros esta intervenção terá a comparticipação do município – 15% e, o restante, dos fundos europeus através de uma candidatura direta à CCDR Alentejo.

Por faltas de verbas na 1ª fase do projecto (incluiu o rés-do-chão e a cobertura), a reabilitação da zona das galerias transitou para esta segunda fase que, segundo o presidente da autarquia, Mário Pereira, irá valorizar a área de exploração comercial com colocação de um elevador de acesso e WC e deixar preparados futuros nichos de empresas, “starts ups”, espaços de reuniões, etc. Uma intervenção no WC do rés-do-chão servirá ainda o exterior, numa zona sem casas de banho públicas.

Mas ambicioso é o projeto de alargar esta intervenção à área circundante que inclui as ruas atrás do mercado e, contando com verba superior ao inicialmente previsto, a autarquia vai estender esta requalificação até à zona da igreja. Nesse sentido já começou a negociar com os proprietários de terrenos, estando já incluídas neste investimento os valores para estas negociações.

Esta zona circundante vai ter zonas de esplanadas e zonas verdes que protejam o estacionamento e apoiem a mobilidade. A proposta apresentada para a área da igreja inclui zonas de espaço verde e áreas de circulação em calçada portuguesa que, referiu o presidente da autarquia, será “uma homenagem à população de Alpiarça, com dignidade, aos agricultores e a Alfredo Lima”. Terá ainda 10 lugares de estacionamento que servirão a igreja e a capela mortuária.

A vereadora da oposição, Sónia Sanfona, referiu que todas as oportunidades de melhorar o concelho são bem vindas, sobretudo, num concelho pequeno, do interior e rural. Contudo, salientou que, se por um lado se acrescenta valor e atractividade com a criação de zonas de estacionamento, acesso rápido e fácil, por outro há que pensar na sustentabilidade do projecto, ou seja, a deputada do PS considera que estas zonas de lazer têm de ser pensadas levando em conta as receitas para a sua manutenção e lembrou o que acontece noutras zonas verdes do concelho, relativamente à sua limpeza e manutenção.

Alertou ainda para a necessidade de se alargar a intervenção no Centro Cívico aos “Águias” e salvaguardar a ligação destes espaços à Vala. O presidente esclareceu ainda a vereadora relativamente à atenção a problemas arqueológicos que possam surgir durante a intervenção e à utilização de espécies arbóreas endógenas nos espaços verdes.

O realização do projeto custou ao município 38 mil euros e é assinado por dois jovens profissionais do concelho – Arquiteto Pedro Oliveira e Engenheiro Ricardo Miguel Vaz que tendo experiência de vida no concelho, são uma mais valia no que se refere à “nova” filosofia urbana enquanto espaço vivo da comunidade.

Outra novidade é que este projecto deixa ainda em aberto a possibilidade de ampliações futuras.