Atualização – IPMA coloca Alpiarça em alerta amarelo : Proteção Civil avisa a população

A proteção Civil emitiu hoje um aviso à população, alertando para o agravamento das condições meteorológicas a partir da tarde de hoje, até ao fim-de-semana.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera -IPMA colocou Alpiarça em alerta meteorológico amarelo, amanhã, dia 1 de fevereiro entre as 09h até cerca das 21h onde se prevê a ocorrência de aguaceiros e vento forte, por vezes com rajadas que podem ir até aos 75Km/h. Fora deste período, o alerta é verde, alerta este que se manterá ainda durante o sábado. As temperaturas mínimas vão ser: hoje  12ºC, sexta 10ºC e no sábado 7ºC. Quanto às máximas, estas terão tendência a descida: hoje 17ºC, amanhã 14ºC e no sábado 15ºC.

De acordo com o alerta emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a depressão Helena centrada a noroeste do Golfo da Biscaia e em deslocamento para es-sueste vai trazer para os próximos dias um agravamento das condições meteorológicas. O IPMA prevê a partir de hoje até domingo vento forte de noroeste, com rajadas até 75/85 km/h no litoral, que deverão atingir valores da ordem de 110 km/h a norte do cabo Mondego e nas terras altas do Minho e Douro litoral e da região Centro. Na região costeira, a agitação marítima na costa ocidental apresenta ondulação que pode atingir os 15 metros.
Quanto às temperaturas haverá uma descida acentuada, e devido a uma massa de ar polar pós-frontal fria, prevê-se ocorrência de aguaceiros que poderão ser localmente intensos, de granizo e acompanhados de trovoada, e sob a forma de neve nas terras altas.

A Proteção Civil, num comunicado emitido princípio da tarde de hoje, avisa toda a população do território continental para a possibilidade da ocorrência de:

  • Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo;
  • Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
  • Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
  • Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
  •   Danos em estruturas montadas ou suspensas;
  •   Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
  • Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte
  • Possíveis acidentes na orla costeira;
  • Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

Na tentativa da salvaguarda de pessoas e bens, a Autoridade Nacional de Proteção Civil  recomenda a observação e divulgação das principais medidas de auto proteção para estas situações, nomeadamente:

  • Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;
  • Transporte e colocação das correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve;
  • Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
  • Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
  • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
  • Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais;
  • Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
  • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.