Fim do “Enguiço” do Bar do Jardim Municipal já tem data marcada: 31 de março

Na última reunião de câmara, dia 18 de janeiro, foi votada, com a abstenção dos vereadores do PS, a concessão de mais 60 dias à empresa El Galego Tagus Lda. para proceder à abertura do Bar da Esplanada, ou seja, a 31 de março deste ano , o Bar/Esplanada já tem de estar em funcionamento.

Aquando da adjudicação em maio de 2018 da exploração do Bar, Mário Pereira, presidente da autarquia, referiu que era importante o espaço estar já em funcionamento durante o verão para que a população pudesse usufruir de todas as potencialidades deste jardim. Para esse efeito, a autarquia efetuou os procedimentos legais (realização de concursos, discussão em reunião de câmara) com a maior rapidez possível para que os objetivos fossem atingidos.

Recorde-se que, de acordo com o caderno de encargos, esta concessão tem a duração de 5 anos, prevê o pagamento de 310 euros mensais  e o direito de exploração decorria 30 dias após a assinatura do contrato. Em agosto e outubro foram pedidas prorrogações do prazo de abertura pela empresa concessionária que alegava não estar em condições para avançar e por estar a estudar um novo conceito. A 18 de novembro, a empresa enviou outro pedido de prorrogação do prazo que é recusado em reunião de câmara, tendo a autarquia avançado com um pedido de rescisão de contrato por não cumprimento dos prazos.
No período de contestação, e após várias reuniões com os vereadores do pelouro, o El Galego, em ofício, assegura que está em condições para avançar com a instalação de equipamento e que já “encontrou o conceito”.
De forma a evitar mais atrasos e porque, a empresa garantiu ter já as condições necessárias, a autarquia pôs à consideração dos vereadores os 60 dias, tempo que considera razoável para pôr o espaço a funcionar e não atrasará muito a eventualidade de um novo procedimento concursal. Se a 1 de abril, o espaço não estiver em funcionamento, a rescisão de contrato sem audiência prévia, sem reembolsos ou direito a indemnização ocorrerá de imediato.
Quem não está pelos ajustes é a vereação PS que não acredita num bom desfecho para este caso. Sónia Sanfona considera que um novo procedimento concursal realizado agora não punha em causa a abertura antes do verão. Para os vereadores PS a situação da empresa, que é publicamente conhecida, é razão para se acreditar em mais um incumprimento de prazo, contudo, não votaram contra a proposta do executivo uma vez que está em causa o interesse da população.
Depois deste prazo, a Câmara Municipal avançará com outro concurso público para a concessão de exploração do Bar/ Esplanada.