Dia do Animal associa PRAVI e ANIMALIFE em Recolha de Alimentos no próximo fim-de-semana

A recém criada associação de apoio a animais errantes, abandonados e de famílias com poucos recursos dos concelhos de Alpiarça e Almeirim – PRAVI – Núcleo de Alpiarça e Almeirim – vai estar neste fim de semana a fazer uma recolha de alimentos que irá beneficiar os animais destes dois concelhos a cargo deste núcleo da Pravi. Com o apoio da Animalife, neste fim-de-semana de 6 e 7 de outubro, a associação de apoio aos animais de Alpiarça e Almeirim fará a recolha de alimentos no Continente de Santarém e no Pingo Doce de Almeirim.

Sem fins lucrativos ,a PRAVI-Núcleo de Alpiarça e Almeirim já conseguiu resgatar desde a data do seu arranque, dia 20 de Junho, 40 animais das ruas destes 2 concelhos, entre cães e gatos e conseguiram encontrar famílias para 10 animais.

Com a recente alteração à legislação que prevê a consideração do animal como entidade jurídica, muito já mudou em Portugal. A legislação já prevê a aplicação de coimas e penas que podem chegar à prisão efetiva pelo crime de maus-tratos infligidos a animais, regulamentação sobre saúde e bem estar animal, identificação através do microchip, etc. Com a chamada Lei do Fim dos Abates nos Canis que entrou em vigor a 23 de setembro último, o país acordou para a dura realidade do que tem sido o inferno animal: canis municipais completamente degradados e à margem da Lei (só 38% dos canis nos 308 municípios é que estão legalizados de acordo com dados da DGAV), associações e particulares a trabalhar sem ajuda de lado nenhum e completamente esgotadas, falta de sensibilização no que respeita a campanhas de esterilização de animais e na promoção de comportamentos que promovam o bem estar dos que também fazem parte deste planeta e do nosso equilíbrio, é o cenário apontado pelas associações de animais e médicos veterinários. O desleixo sobre esta matéria a que os municípios chegaram é apontado como o maior responsável por esta situação. Queixa-se o PAN da falta de pessoal nos canis com formação para o tratamento de animais, a acumulação de funções do médico veterinário municipal, a falta de fiscalização de procedimentos médicos ( animais feridos que são atirados para jaulas sem tratamento), a não fiscalização por parte da DGAV em tempo útil.

Mas nem todas os municípios são assim. A Câmara de Sintra, por exemplo e note-se uma das mais populosas do país, desde há uns anos atrás que tem vindo a pôr fim aos abates como forma de controlo populacional, enveredando por campanhas de esterilização, sensibilização junto da população e abrindo as suas portas a parcerias com associações e voluntários no que se refere a campanhas de adoção.
O governo publicou este ano duas portarias, abrindo aos municípios candidaturas a fundos para a realização de campanhas de esterilização ( Despacho 3283/2018 de 3 de Abril) e de melhoramentos nos canis municipais. Em termos práticos, as Câmaras tiveram 2 anos para se adaptar à nova Lei 27/2016. A pouco e pouco os municípios têm percebido que afinal há um caminho que já devia ter sido trilhado. Braga, Póvoa do Varzim, entre outras, começam a dar passos no sentido de encontrar, no exercício de cidadania, estratégias e políticas que promovam uma coabitação pacífica entre espécies do planeta.
Alpiarça prepara-se para estabelecer um plano, em parceria com a PRAVI- Núcleo de Alpiarça e Almeirim de forma a conferir dignidade e bem estar aos animais do concelho.

Hoje, Dia do Animal, é preciso sensibilizar e passar palavra. Para que a história não se repita.