Conclusão do IC3 e Projeto do Tejo originam duas moções votadas por unanimidade na Câmara

Foram votadas com unanimidade CDU e PS, as duas moções propostas pelo presidente da autarquia, Mário Pereira, referentes à integração de dois projetos no Programa Nacional De Investimentos 2030.

Dois projetos de interesse para o concelho, sendo o do Tejo um projeto local, já que promovem o desenvolvimento económico da região e melhoram a qualidade de vida da população do concelho.

A guerra do IC3 já vem de 2010, altura que que os trabalhos foram suspensos, e não é uma reivindicação exclusiva do concelho de Alpiarça, já que este itinerário beneficia vários concelhos ribatejanos. O que motiva esta moção é o facto da conclusão de um troço de cerca de 30 Kms (entre os concelhos de Almeirim, a sul, e Vila Nova da Barquinha, a norte, atravessando também os concelhos de Alpiarça, Chamusca e Golegã) não estar contemplado no plano de investimentos de 2030.

Para  Mário Pereira, a conclusão deste troço permite, e pode ler-se no texto da moção, dar uma dimensão nacional ao IC3, “melhorando acessibilidades, promovendo o desenvolvimento de toda uma região, possibilitando a ligação a áreas comerciais e industriais, ao Eco Parque e permitiria ainda o desvio do intenso trânsito de pesados do interior das áreas urbanas dos concelhos de Benavente, Salvaterra de Magos, Almeirim, Alpiarça, Chamusca e Golegã, com uma nova travessia sobre o rio Tejo, criando condições para a valorização de todos os centros urbanos atualmente atravessados pela EN 118 nesta região”. O presidente do executivo alerta ainda que a construção deste troço desviaria a circulação de pesados e o transporte de resíduos perigosos do centro da vila.

Com esta moção aprovada por toda a vereação, pretende a autarquia que a construção deste troço seja incluído no PNI 2030 e “apelar aos deputados e a todos os grupos parlamentares na Assembleia da República que desenvolvam os esforços e as diligências necessárias para que seja cumprida a Recomendação aprovada por unanimidade a partir de um texto de consenso e que aponta exatamente no sentido de que deve o Governo procurar as soluções de financiamento para a conclusão do IC 3.”

Quanto à outra moção, também aprovada por unanimidade, a autarquia também quer a inclusão do Projecto Tejo no PNI2030.

O Projeto Tejo – Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo a Oeste – foi desenvolvido por uma equipa de empresários e engenheiros da Quinta da Lagoalva com o objetivo de fazer frente a alguns problemas que esta região vive atualmente,como a seca extrema,  o baixo caudal do Tejo e a necessidade de revitalização do Turismo. Apresentado publicamente em fevereiro de 2018 na Lagoalva, Alpiarça, o projeto seguiu para Lisboa onde angariou adeptos entre os deputados da Assembleia da República e Marcelo Rebelo de Sousa, tendo sido considerado um projeto de interesse nacional.

Com um investimento global de cerca de 4500 milhões de euros, dos quais 1900 milhões de euros são inerentes ao sistema primário (barragens, açudes, estações elevatórias e adutoras), 2090 milhões de euros aos sistemas secundários (estações elevatórias e redes de rega) e 420 milhões de euros para sistemas complementares (drenagem, viário, elétrico e outros), este plano vai permitir uma maior intervenção local na  proteção e combate aos incêndios com a criação de zonas para armazenamento de águas, vai permitir a navegabilidade do Rio Tejo, minimiza a falta de água na bacia do Tejo e em termos turísticos, potenciará uma nova realidade no Ribatejo.

Visa assim, esta moção, requerer a mobilização de recursos financeiros e a união de esforços para se dar início aos estudos para viabilização dos projectos e das verbas necessárias.