Comemorações do Dia Internacional dos Museus nos Patudos debatem a cultura e apresentam um surpreendente concerto de cordas

No passado sábado, dia 18 de maio, a Casa dos Patudos comemorou mais um Dia Internacional dos Museus com a realização de várias atividades que contaram com a participação da Comunidade e ainda com a exibição de um concerto de cordas – Quadrivium.

Aceitando o desafio proposto este ano pelo ICOM – International Council of Museums -, a Casa dos Patudos e a Câmara Municipal de Alpiarça organizam várias iniciativas com o objetivo de levar a comunidade a refletir sobre o futuro dos museus e no seu papel central para o desenvolvimento da sociedade em todo mundo.

No Polo Enoturístico da Casa dos Patudos, os artistas que fizeram parte do Ciclo de Exposições – Gente da Nossa Terra” participaram numa tarde de “arte ao Vivo” com moldagem em barro ou exercício de pintura coletiva. Crianças e os seniores da Fundação José Relvas fizeram parte do processo criativo com os artistas David Canha, Fernando Branco, João Inocêncio, Joana Branco, Pedro Branco.

Seguiu-se um debate em torno de alguns problemas da cultura de hoje como o papel das escolas na formação dos alunos em cultura, a divulgação e promoção de eventos culturais, como captar público para as iniciativas de índole cultura, etc.

O dia terminou com a estreita de um quarteto de cordas – Quadrivium que interpretou música contemporânea, POP /Rock, no Auditório da Casa dos Patudos. Esta foi uma atuação surpreendente de 4 jovens da nossa região que dominaram instrumentos “clássicos” com sonoridades “modernas”: da Guerra dos Tronos, Ben E King, Lady Gaga, Queen, Pharrell Williams, entre outros. Um grupo que ultrapassou as expectativas: auditório foi apanhado de surpresa pela qualidade da “performance”, pelo domínio dos instrumentos, pela escolha do repertório e pela alegria, boa disposição interpretativas. Imperdível.

A cultura não é “pertença” de uma elite. A cultura, enquanto instituição, tem agentes de elite mas o seu processo não é, nem pode ser elitista. O que se designa de “cultura” é uma parte do ADN humano. É tão importante como o O2 ou o H2O. Pode ser inscrita como memória mas também pode inscrever para “memória futura”. Chega “lá”, à zona da imortalidade humana. Um grande filósofo Habermas perguntava um dia: “Alguma vez nos negamos?” Alguma vez poderemos negar a cultura? Criticar, sim. Discutir, sim. A questão é: Como levar a comunidade a não negar o que é seu de forma intrínseca? Como é possível a fraca participação da comunidade em iniciativas gratuitas, de excelente qualidade e diversificadas?

Foram algumas das questões em reflexão no sábado 18 de maio, dia muito fraco em participação de público (o futebol é “rei” em terra de republicanos) e no mesmo dia em que a Casa dos Patudos recebeu 268 visitantes!