Auditório dos Patudos passa no teste da acústica com atuação magnífica de Angelicus Duo

Houve quem tivesse passado alguns momentos da noite de 31 de outubro, no Auditório dos Patudos, com os olhos fechados. Mas não era o sono que os movia e sim o som lírico, conotado com uma dose de fantasia, que emanava da voz de Filipa Lopes e da harpa ‘mágica’ da italiana Emanuela Nicoli, que transportavam o público para outro lugar.

No meio daquela atuação fantástica apenas uma questão se impunha: mas onde estavam os microfones? A resposta era simples: não estavam, porque não existiam. A qualidade de som tinha duas explicações, uma residia na soberba projeção de voz da soprano Filipa Lopes e a outra vinha comprovar a excelente ‘construção’ acústica do Auditório dos Patudos.

A atuação pode não ter sido extensa mas foi, com toda a certeza, uma bela homenagem ao homem que completou no dia 31 de outubro 87 anos sobre a sua morte, José Relvas.