Alpiarça já tem Plano Estratégico de Valorização Turística

Foi apresentado, ontem, dia 4 de dezembro, no auditório Mário Feliciano da Biblioteca Municipal, o Plano Estratégico de Valorização Turística de Alpiarça.

Este é um documento crucial que constava do Plano de Atividades da gestão autárquica e que vai permitir fazer face a uma lacuna num setor de desenvolvimento económico local: o turismo.

Assente nas palavras-chave “articulação” e “cooperação”, o Plano agora apresentado “obriga” à articulação de cooperação entre os eixos de intervenção, entre os eixos e a comunidade e entre estes eixos e outras comunidades, por assim dizer, entre concelhos de proximidade, como por exemplo, a inclusão de Alpiarça na Rota dos Avieiros. De uma forma geral, a estratégia passa, não só pela promoção dos produtos turísticos internos, como a sua inclusão numa estratégia de produto turístico da região. Esta será uma estratégia que já vem sendo delineada noutros concelhos desta Região de Turismo e que permite suportar algumas lacunas que existam localmente, como por exemplo, o alojamento.

Concretamente para o município de Alpiarça com as suas finanças locais a sair agora da zona vermelha, os objetivos deste Plano é conseguir que os seus recursos turísticos sejam sustentáveis. Valorizar os produtos endógenos e diferenciais, os produtos tradicionais e únicos de Alpiarça, e criar novos produtos direcionados para um público “mais ativo e menos contemplativo”, segundo palavras de Fernando Completo, porta-voz da equipa de trabalho que efetuou este plano.

São seis os eixos de intervenção: a Casa dos Patudos, o Parque Ecológico dos Patudos, o Enoturismo, os Eventos (por exemplo, Alpiagra), a Qualificação de Ativos (gestão do Marketing, por exemplo, campanhas de sensibilização entre a comunidade ou a nível nacional e internacional) e Infraestruturas e equipamentos, como por exemplo, o alojamento. A partir destes eixos, o trabalho apresentado aponta para a criação de modelos de especialização e de operacionalidade do tipo urbano / rural, modelos de captação e de fixação do público-alvo pela diversidade e inovação na oferta turística.

Este documento aberto, com o custo de cerca de 12 mil e 200 euros, foi realizado pela THC – Tourism & Hospitality Consulting Lda., a partir de audições efetuadas às entidades envolvidas na rede turística local e tem 12 anos como prazo de execução. Quanto ao investimento, este será realizado através da candidatura a fundos comunitários, por via da NUT II. Falta ainda a concretização do Plano de Comunicação Turística e do Instrumento Operacional para o Financiamento.

Presentes na sessão, estiveram o presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Pereira, o presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e do Ribatejo, Ceia da Silva, outro representante da ERTAR, Pedro Beato e os coordenadores do projeto: Fernando Completo, Carlos Lima e Nuno Silva Gustavo. A apresentação esteve a cargo de Fernando Completo. Na sala, marcaram presença, Fernanda Cardigo (presidente da junta de Freguesia), Fernando Louro ( presidente da Assembleia Municipal), deputados municipais da bancada do Partido Socialista e do MUDA, Nuno Prates, Conservador do Museu dos Patudos, agentes turísticos e público em geral.